sexta-feira, 8 de julho de 2016

Curiosidades - Decisões

Oi amores, tudo bem com vocês? Amores, brigadeiro ou beijinho? Vestido ou saia, férias na praia ou no sítio, sair sexta à noite ou no sábado… Ah! Se todas as decisões da vida estivessem somente relacionadas ao que é bom e dá prazer. Muitas vezes, no entanto, são tantas as variáveis envolvidas, que isso se torna bastante difícil, não é mesmo? 
DECIDIR É PENSAR EM UM OBJETIVO, ESTABELECER UM CAMINHO E SEGUI-LO”, coloca o Dr. Bayard Galvão, psicólogo clínico.
“Ao decidirmos, inúmeros efeitos ocorrem, como a perda de outras possibilidades: quem casa com ‘Pedro’ deixa de casar com ‘João’ e por aí vai. ‘PAGAR O PREÇO’ DA ESCOLHA É FUNDAMENTAL”, seja ele a dor, o arrependimento, além da culpa por maus julgamentos. “Nunca conseguiremos ser ou ter tudo o que gostaríamos, mas não são todas as pessoas que aprenderam a perder ou se esforçar, fora o fato de que muitas não entendem, claramente, o que faz bem a elas”, enfatiza.
Assertividade é um exercício diário, que envolve decisões claras e objetivas, mas sem agressividade FOTO: thinkstock

POSITIVO OU NEGATIVO?
Segundo ele, SER INDECISO NÃO É DE TODO RUIM; afinal, aquele MOMENTO DE PONDERAÇÃO ANTES DE FALAR sem que o cérebro termine de processar o pensamento pode ser benéfico: “decisões sem mensurações acerca de possíveis custos e benefícios podem ser tão nocivas quanto indecisões sem ações”. E este último fator é o que merece mais atenção:FICAR NA DÚVIDA E NÃO AGIR tem consequências negativas, pois te levará a viver segundo o que aparecer, sem que se eleja e aproveite, de fato, o que é bom para você. “Acho que não existe coisa alguma pior do que CHEGAR NO MOMENTO FINAL DA VIDA E DIZER PARA SI: VIVI MAL”, considera.
INSTINTO OU CUSTO-BENEFÍCIO?
Para o Dr. Bayard, a INDECISÃO ENVOLVE SENTIMENTOS COMO TRISTEZA, RAIVA, ANSIEDADE, ANGÚSTIA, MEDO, ciúme, sensação de vida desperdiçada e muito mais. Existem duas maneiras que influenciam nesse processo: o instinto, que já vem de fábrica, e BUSCA O PRAZER À MEDIDA QUE FOGE DA DOR; e a RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO: “que pode assumir diferentes representações como esforço/alegria, esforço/alívio, dedicação/sensação de vitória e assim por diante”, o especialista explica. “E precisa ser pensada sempre a curto, médio e longo prazo, pois são circunstâncias que mudam. Trabalhar muito agora, abrindo mão de uma boa viagem em dois meses, pode facilitar a tranquilidade financeira em 12 meses”, cita. Fatores como sociedade, família, mídia e religião também podem agravar custos ou benefícios.
Decisão envolve diversos sentimentos e nem sempre é fácil como decidir a cor de um vestido FOTO: thinkstock

(X) FELICIDADE
(   ) Infelicidade
A “cura” da indecisão é aprender a pensar e agir de maneira lúcida sobre o presente bem como as possibilidades do futuro, entendendo que elas podem mudar também.AUTOCONHECIMENTO é determinante nesse sentido. “SER ASSERTIVO É TOMAR UMA POSIÇÃO CLARA que, obviamente, implicará em resultados com vantagens e desvantagens, por um e outro lado”, reforça. Sem deixar de defender as próprias ideias, entretanto, de maneira mais leve, rápida, firme e com o mínimo de prejuízo possível.
(X) CONFIANÇA
(   ) Insegurança
PARA EXERCITAR A ASSERTIVIDADE com excelência e aprender a lidar com algo que, inicialmente parece simples e superficial, essas são as dicas do psicólogo:
QUESTIONE SEMPRE AS RAZÕES, os prós e contras antes de definir um pensamento. “Por exemplo, DECIDIR SER PAI OU MÃE, SEM PENSAR SOBRE OS EFEITOS NA PRÓPRIA VIDA, na do casal, seja financeira ou como amantes, nos próximos 10 anos, tende a ser inconsequente, embora, absolutamente normal”, ele comenta.
 SAIBA COMO ABORDAR O OUTRO, contestando as possíveis repercussões objetivamente, sem agressividade. “Contrariar quem se orgulha de estar certo o tempo todo, tende a gerar uma momentânea surdez. Nesse caso, é importante saber falar de uma forma sem combates e muitas ponderações”.
ENTENDA O PREÇO QUE TERÁ QUE PAGAR POR TER A SUA OPINIÃO e as consequências dela. “Quem diz ‘nada sei’ e ‘tudo concordo’ tende a ser o diplomata gostado pela maioria. Quando você deixar claro o que pensa, como ‘sou contra ou a favor’, as reações mudam”.
Reflita sobre QUEM É A PESSOA MAIS ADEQUADA PARA EXPRESSAR O QUE PRECISA. Uma ideia que você acha muito boa, por exemplo, pode ser melhor aproveitada se dita somente para o seu chefe, ao invés de proferida numa sala de reunião, com vários integrantes.
E TENHA SEMPRE CLARO O MOMENTO DE DIZER ALGO. “Abordar o cônjuge para comentar sobre não querer visitar a respectiva mãe no feriado num momento em que ele estiver cansado, com sono, preocupado, tende a ser não recomendado”, conclui.
Fonte: Daquidali

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